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Doença de Parkinson autossômica dominante em uma grande família alemã.

6 de agosto de 2012

Objetivo: Embora vários genes tenham sido identificados como causadores da doença de Parkinson (DP), as formas monogênicas explicam apenas uma pequena proporção dos casos. Relatamos resultados clínicos e genéticos em uma grande família com DP autossômica dominante de início tardio.

Métodos: Trinta e oito membros de uma família de cinco gerações do norte da Alemanha com doença de Parkinson foram submetidos a um exame neurológico detalhado, e quinze deles realizaram ultrassonografia transcraniana. Foram realizadas análises abrangentes de mutações em genes conhecidos por causarem a doença de Parkinson e uma análise de ligação genômica.

Resultados: Cinco indivíduos apresentaram Parkinson definitivo de início tardio, com idade média de início de 63 anos. Outros seis indivíduos apresentaram Parkinson provável/possível ou sinais parkinsonianos sutis. Seis participantes, com idade média de 79 anos, apresentaram fenótipo de tremor essencial. O padrão de herança do Parkinson foi compatível com transmissão autossômica dominante. Um dos três pacientes examinados com Parkinson definitivo apresentou aumento da área de hiperecogenicidade da substância negra na ultrassonografia transcraniana. Análises abrangentes de ligação genética e mutacionais excluíram mutações em genes conhecidos por causarem Parkinson. A análise de ligação genômica sugeriu um possível gene da doença em uma região de 11,3 Mb no cromossomo 7p15-21.1, com um escore LOD multiponto de 2,0.

Conclusões: Os resultados desta família demonstram ainda mais a heterogeneidade genética na doença de Parkinson familiar autossômica dominante de início tardio.